AZORESBIOPORTAL – PORBIOTA

DESIGNAÇÃO DO PROJETO

AZORESBIOPORTAL – PORBIOTA

CÓDIGO DO PROJETO

ACORES-01-0145-FEDER-000072

OBJETIVO PRINCIPAL:

Aumentar a produção científica de qualidade e orientada para a especialização inteligente. O AZORESBIOPORTAL - PORBIOTA é uma e-infraestrutura para gerir dados de biodiversidade do arquipélago dos Açores, visando a sua integração na infra-estrutura Europeia de e-Ciência LIFEWATCH. Pretende-se promover uma agenda regional para a investigação em biodiversidade, focando-se na prestação de serviços à comunidade científica, aos decisores políticos e gestores, e contribuindo para a sensibilização e compreensão pública da biodiversidade. Pretende-se atingir os seguintes objectivos específicos:

a) Estabelecer uma infra-estrutura electrónica, com elevada capacidade computacional e de armazenamento, melhorando a actual plataforma do Portal da Biodiversidade dos Açores, que irá armazenar e disponibilizar os dados obtidos a partir de bases de dados e observações de campo existentes e fornecer a capacidade para lidar com grandes quantidades de dados e implementar rotinas computacionais complexas;

b) Promover expedições de campo a todas as ilhas açorianas para obter novos dados de distribuição de espécies;

c) Melhorar os Repositórios de Literatura e Galerias de Fotos sobre Biodiversidade;

d) Promover a disseminação e aumentar o envolvimento dos cidadãos na ciência, fornecendo informações de alta qualidade e fáceis de usar sobre biodiversidade e meio ambiente, e desenvolver atividades de ciência cidadã, pelas quais o público em geral possa contribuir com informações valiosas para a infra-estrutura eletrônica;

e) Promover a conservação de espécies endémicas e a conscientização de espécies exóticas através da criação de novos subportais e outras atividades de extensão (por exemplo, fotografia, redes sociais).

f) Promover a formação de investigadores e técnicos na utilização da infra-estrutura electrónica, incluindo os dados e ferramentas analíticas, aumentando assim a capacidade da AZORESBIOPORTAL - PORBIOTA para contribuir para o apoio e gestão de políticas;

g) Aumentar a colaboração e reforçar o papel dos Açores nas infra-estruturas e redes internacionais de investigação, particularmente com os que abordam temas semelhantes, como LifeWatch, LTER-Europe e GBIF, entre outros.

h) Também pretendemos reforçar as capacidades de biodiversidade a nível regional e nacional, incluindo as regiões vizinhas das RUP macaronésias (Madeira e Canárias), promovendo o intercâmbio de informações.

 

ENTIDADE BENEFICIÁRIA: Fundação Gaspar Frutuoso / Universidade dos Açores
 

CUSTO TOTAL ELEGÍVEL: 299. 901,83€

FUNDO EUROPEU DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL (FEDER): 254. 916, 56€

DESCRIÇÃO:

A e-infraestrutura AZORESBIOPORTAL (http://azoresbioportal.uac.pt/) será concebida e estruturada na ótica do utilizador, considerando em simultâneo as potencialidades e necessidades de um vasto leque de provedores e utilizadores de informação sobre biodiversidade. A infraestrutura é liderada por Paulo Borges e envolve mais 21 investigadores e dois colaboradores pretencentes a três unidades de I&D de topo a nível regional. Ao agregar, harmonizar e fornecer dados sobre biodiversidade terrestre e marinha, contribuirá para 7 dos 9 Domínios Prioritários do RIS3 Açores. Irá ainda contribuir como como potencial provedor de dados para o “AZORES Air Center”. Será, por isso, um instrumento essencial a programas de monitorização de ecossistemas e um apoio directo à implementação e avaliação de políticas de conservação da natureza e biodiversidade nos Açores.

 

RESULTADOS:

Vão obter-se os seguintes resultados:

a) Vai criar-se uma nova interface WEB, que substituindo a actual (http://azoresbioportal.uac.pt/)  vai permitir ao utilizador seleccionar, combinar, consultar, visualizar e descarregar dados de distribuição de espécies, para uma única espécie ou conjuntos de espécies em ilhas de interesse, a diferentes escalas geográficas e temporais;

b) Vai ser possível consultar e gerar mapas de riqueza de espécies, a fim de identificar focos de riqueza, padrões de distribuição de espécies exóticas, lacunas nos inventários de espécies, etc.

c) Vai ser possível a análise de dados de biodiversidade multimodal, incluindo características funcionais, taxonomicas, distribuições, habitats;

 

FOTOGRAFIAS: